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Resenha Histórica

Angra do Heroísmo

Sede do bispado desde 1534, ano em que foi elevada a cidade, está situada a sul da Ilha Terceira junto da pequena baía que lhe deu o nome.
 
A situação geográfica da ilha, a sua forma arredondada, facilitando as comunicações entre todos os pontos da sua periferia, a riqueza do solo, abundante em pastagens para a criação de gados e aptidão para outras culturas, a relativa segurança na baía, fizeram de Angra o porto militar dos Açores, onde as armadas da Índia se reabasteciam na volta e que navios de outras proveniências demandavam com intuitos comerciais. Nestas condições, rápido foi o desenvolvimento do pequeno burgo que era Vila desde 1474.
 
Poucas cidades portuguesas têm desempenhado tão importante papel na história nacional como Angra, que exerceu uma acção decisiva nos destinos do país. A sua heróica resistência ao domínio castelhano, a sua fidelidade ao partido de D. Prior do Crato, que nela estabeleceu o seu governo desde 5 de Agosto de 1580 a 6 de Agosto de 1582, a forma como expulsou os espanhóis em 1641, valeram-lhe o título de sempre leal cidade, que D. João IV lhe conferiu.
 
Mais tarde, residência de D. Afonso VI, preso no Castelo de São João Baptista de 21 de Junho de 1669 a 30 de Agosto de 1684, capital da província, sede do governo geral e residência dos capitães generais, por Decreto de 30 de Agosto de 1766. Sede da Academia Militar de 1810 a 1832, Angra foi o centro e a alma do movimento liberal.
 
Tendo abraçado a causa do constitucionalismo, nela se estabeleceu em 1828 a Junta Provisória em nome da Rainha D. Maria II. É nomeada a capital do reino por Decreto de 15 de Março de 1830.
 
Em Angra organizou D. Pedro IV a expedição ao Mindelo e promulgou alguns dos mais importantes Decretos do novo regime como o que criou novas atribuições às Câmaras Municipais, o que organizou o exército, o que aboliu as sisas e outros impostos, o que extinguiu os morgados e capelas e o que proclamou a liberdade de ensino.
 
Para galardoar tantos e tão assinalados serviços, o Decreto de 12 de Janeiro de 1837 conferiu à cidade o título de mui nobre, leal e sempre constante cidade de Angra do Heroísmo e condecorou-a com a Grã-Cruz da Torre e Espada.
 
A cidade resistiu ao grande sismo que abalou em 1980, mantendo a traça da sua planta do século XV e a arquitectura dos seus monumentos e edifícios.
  
A 7 de Dezembro de 1983, Angra do Heroísmo tornou-se a primeira cidade portuguesa inscrita na lista do Património Mundial da UNESCO. A associação de Angra aos descobrimentos marítimos dos sécs. XV e XVI através do seu porto, que foi escala obrigatória das frotas de África e das Índias, e por ser um exemplo da criação de uma metrópole ligada à função marítima, valeram-lhe a condição de Cidade do Mundo!
 
Paços do Concelho de Angra do Heroísmo
 
Os Paços do Concelho de Angra do Heroísmo representam um dos raros exemplos nacionais de um edifício camarário construído de raiz para a função que ocupa.
 
Cidade com uma forte tradição municipalista, a sua Câmara, a primeira do país a ser eleita em 1831 após a reforma administrativa do constitucionalismo (decreto de 27 de Novembro de 1830), tem sido em todas as épocas fiel intérprete dos sentimentos e das aspirações do povo terceirense.
 
 
 
 
 
 
Aspecto da Praça e Casa da Câmara primitiva de Angra. (na carta de João Hugo Linschoten, elaborada em 1589).
                                                                                                                                                                               
Paços do Concelho até 1849
 
Paços do Concelho.
 
A situação na principal e mais central praça da urbe, contribuiu para que a Casa da Câmara fosse sempre o mais importante edifício civil da cidade e aí se mantivesse ao longo de 475 anos. O prédio sofreu alterações através dos tempos, as mais importantes em 1610, sendo substituído pelo actual, inaugurado em 1866, na solene data histórica de 11 de Agosto. É o mais belo palácio municipal da Região encerrando nas suas salas peças de inestimável valor histórico e patrimonial.
 

 

 

 
 Entrada principal (Saguão) e escadaria.
 
No interior dos Paços do Concelho, ao cimo da escadaria, destaca-se o busto do Infante D. Henrique, esculpido em bronze por Numídico Bessone, em 1960 por ocasião das celebrações do 5.º centenário da morte do Príncipe Navegador, grande impulsionador dos Descobrimentos Portugueses.  

 

 

 
 
 
 Vitrais da escadaria.
 
Merecem um olhar atento os belíssimos vitrais que inserem ao centro o emblema nacional e lateralmente a heráldica da cidade e a Cruz de Cristo – o primeiro emblema da Terceira. Com risco de Abraham Abohbot, foram executados no primeio quartel do séc. XX, de oficina lisboeta.
 
 
 
 
 
 
 
 
Átrio Superior.
 
No Átrio Superior vale a pena admirar o tapete de Arraiolos e a mesa de bufete de finais do séc. XVIII em madeira de pau-santo, decorada com um candelabro de prata lavrada, que a Rainha D. Adelaide, viúva do Rei Guilherme de Inglaterra, ofereceu ao Governador Civil do distrito de Angra do Heroísmo, Conselheiro José Silvestre Ribeiro, reedificador da Vila da Praia da Vitória, arrasada pelo terramoto de 15 de Julho de 1841. Este o deixou à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo como lembrança do seu afecto por esta cidade. As cadeiras pertencem ao antigo mobiliário da Sala das Sessões. É, ainda, digna de referência a sequência de brasões sobre vitral de todas as cidades geminadas com Angra do Heroísmo, que abrangem municípios dos Estados Unidos da América, Brasil, Cabo Verde e de Portugal Continental.
 
 
 
 
 
 
 
 
Sala de Sessões.
 
A Sala de Sessões é constituída por mobiliário em jacarandá, executado nas oficinas da Escola da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, de Lisboa, em meados do séc. XX. Ostenta em talha três brasões usados pelo município ao longo dos tempos.
 
Salão Nobre
De bom gosto e distinção a sua decoração data de 1901 aquando da recepção de Suas Majestades D. Carlos e D. Amélia de Orleans. Destaque para o tecto esmaltado com a insígnia do concelho. Os reposteiros, sanefas e outros adornos são de 1957, quando da visita presidencial do Marechal Craveiro Lopes.
 
Memórias da Câmara
 
Busto de D. Pedro IV, Imperador do Brasil. Escultura de Marc Ferrer, fundida em 1826, por Fontaine, em Paris, oferta do angrense João Illion e Silva, enviado do Rio de Janeiro em 1874. É reconhecidamente a melhor figuração do lutador liberal, cuja passagem por Angra permitiu a preparação para o desembarque no Mindelo e consequente vitória sobre D. Miguel.
 
Retrato a óleo de D. Carlos I, penúltimo Rei de Portugal, adquirido em 1896.
 
Quatro chaves douradas que dizem ser dos antigos portões da Cidade, embora outros afirmem pertencer às portas da Fortaleza do Monte Brasil.
 
Carta Régia e respectivo Colar que concede a Ordem de Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito a Angra do Heroísmo. Foi atribuída por D. Maria II a 12 de Janeiro de 1837.
 
Bandeira de duas faces, oferecida à Cidade de Angra do Heroísmo pela jovem Rainha D. Maria II, ostentando de um lado as armas nacionais da época e do outro as armas de Angra, anteriores a 1835. A Rainha terá participado na sua execução sendo das primeiras bandeiras a utilizar o azul e branco, símbolo da monarquia liberal.
 
Bandeira Lusitana, laborada em 1847 numa oficina portuense. Além das Armas Reais e do Município, tem bordada a Grã-Cruz da Antiga e Mui Nobre Ordem da Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito.
 
Varas anteriormente usadas em cerimónias oficiais, pertencentes ao Presidente da Câmara e aos seis vereadores.
 
Retrato a óleo (de Escolá), do I Conde Sieuve de Meneses (1826-1893). Bacharel em Direito, Par do Reino e Vice-presidente da Câmara Legislativa. Liderou o Partido Político Regenerador no Distrito de Angra do Heroísmo.
 
Retrato a óleo de D. Pedro V, pintado em 1855 por Michellis.
 
Retrato a óleo de D. Maria II, filha de D. Pedro IV. Dádiva da Rainha à Câmara, trazido de Londres em 1829, pelo Conde de Vila Flor, depois Duque da Terceira e por Teotónio de Ornelas Bruges. Pintura do inglês William Fowler, responsável pelos retratos da própria Rainha Vitória.    
 
Retrato a óleo de Teotónio de Ornelas Bruges, Visconde de Bruges e I Conde da Praia da Vitória (1807-1870). Chefe do movimento liberal de 22 de Junho de 1828. Foi Secretário de Estado dos Negócios da Guerra. Pintura do italiano Georgio Marini. Foi o primeiro presidente da Câmara investido em Portugal, após o regime constitucional.
 
Retrato a óleo (de Escolá) de Jácome de Bruges, II Conde da Praia da Vitória (1833-1889). Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, diplomata em Viena de Áustria, Oficial da Academia de França, governador do Distrito de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada.

 



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