Este percurso circular, de 5 km de extensão começa junto à pequena Lagoa do Negro. Já em cenários mais naturais encontrará facilmente a urze endémica (Erica azorica), alguns cedros-do-mato (Juniperus brevifolia) e muitas outras plantas nativas, que tentam refazer a comunidade natural que aqui existia.
Chega a um “complexo” de zonas húmidas, constituído pelas 3 lagoínhas do Vale Fundo, importantes para algumas aves migratórias que acidentalmente chegam até aqui. Apenas uma mantém água todo o ano, formando uma modesta mas bonita lagoa que nos seduz pela sua envolvência.
Mais adiante passa entre os Mistérios Negros, 3 domas traquíticos de rocha negra irregular, de arestas vivas, com origem na última erupção histórica ocorrida na ilha Terceira em 1761. Já no caminho, a seus pés, parecem verdadeiras ilhas de negro, no manto verde que as rodeia. Na paisagem destacam-se os Picos Gordos, as elevações do maciço central da ilha e o Pico Gaspar.
Passa pelo marco geodésico do Pico da Cancela, onde avista uma das paisagens agrícolas mais típicas destas zonas altas do interior da ilha: as pastagens permanentes compartimentadas por sebes de criptoméria. À esquerda a península do Monte Brasil perfila-se na paisagem. Na fronteira com o mar está a igreja de S. Mateus da Calheta.
Suba ao Pico Gaspar, um vulcão truncado com uma bonita cratera, verdadeiro hot spot de espécies endémicas. A paisagem em redor mostra o alinhamento deste cone com outras erupções ocorridas sobre o denominado Rifte da Terceira. Já no regresso, entre num antigo campo de lavas, de erupções fissurícolas, que deixaram vários sinais da sua presença, nomeadamente algumas cavidades vulcânicas.
Terminado o passeio recomenda-se uma visita à Gruta do Natal, gruta aberta à visitação turística.